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Histórico PENt

A COPPE registra um expressivo histórico relacionado à formação de recursos humanos, e pesquisas fundamentais e aplicadas em Nanotecnologia. Resgatando a história, é importante registrar que desde a década de 1970 os Programas de Engenharia Química e de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da COPPE trabalham em atividades de pesquisa e desenvolvimento, lidando com técnicas experimentais inseridas no domínio da físico-química de superfícies e desenvolvimento e caracterização de catalisadores. Estas atividades possibilitaram a gradativa instrumentalização de seus laboratórios, bem como a formação e capacitação de recursos humanos para realização de pesquisas fundamentais e aplicadas em escalas nanométricas.

Podemos definir, no entanto, a década de 1990 como marco inicial do desenvolvimento da Nanotecnologia na COPPE. É neste período que se estruturam de forma expressiva as atividades nas áreas de físico-química de superfícies, filmes finos e catálise. Um dos um dos marcos mais importantes desta evolução é a criação do NUCAT- Núcleo de Catálise do Programa de Engenharia Química da COPPE/UFRJ em 1991, estruturado para se constituir em centro de excelência para o desenvolvimento de pesquisas fundamentais e aplicadas na área de catálise. Ao longo de sua trajetória o NUCAT se consolida como um importante centro de formação de recursos humanos e de pesquisas fundamentais e aplicadas, tendo como especial característica a de interagir com o setor empresarial através de empresas mantenedoras que aportam recursos a este trabalho de pesquisa e desenvolvimento.

Caminho equivalente foi trilhado pelo Programa de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da COPPE, que já desde a década de 1970 realizava análises de superfícies por espectroscopia Auger em seus laboratórios, vindo mais tarde a contar com outras técnicas de caracterização, tais como XPS, LEED e AFM. Data desta época a criação de uma área de concentração em Superfície e Filmes Finos, que também se dedicava a pesquisas em deposição de filmes finos por técnicas a plasma. A partir daí o trabalho evoluiu no sentido de materiais e filmes nanoestruturados, tratamento por plasma e engenharia de superfícies.

Ao longo destas mais de duas décadas de atividades, ocorreu um forte crescimento e a consolidação destes dois grupos, que contam hoje, com modernos laboratórios de preparação, avaliação e caracterização de materiais e catalisadores e com um sofisticado conjunto de técnicas que possibilitam o entendimento e desenvolvimento de pesquisas e rigorosamente inseridas em Nanotecnologia. Laboratórios nos quais se utiliza um conjunto de técnicas de análises mássicas e de superfície, destacando-se as análises “in situ”, possibilitam o acompanhamento de modificações estruturais em condições reativas e em altas temperaturas. Em consonância com este avanço de infraestrutura, a capacitação de recursos humanos altamente especializados nestas áreas especificas foi consequência natural.

Sempre atenta às exigências dos progressos científicos e da inovação tecnológica, a COPPE promove a partir do ano 2000 uma iniciativa institucional objetivando a articulação dos diferentes Programas da COPPE com trabalho na área de Nanotecnologia. Inicia-se então uma série de atividades, seminários, workshops, cursos de pequena duração e criação de disciplinas conjuntas entre os Programas de Engenharia Química e o de Engenharia Metalúrgica e de Materiais. Também a partir deste momento, intensificam-se de forma mais expressiva as parcerias, pesquisas e orientações conjuntas entre os diversos laboratórios da COPPE que mantem pesquisas em temas correlatos. Projetos institucionais são contemplados junto a várias agencias de fomento, além dos projetos com empresas. Demarca-se então o início de uma segunda fase, já bem definida, que conta com a integração de pesquisadores dos Programas de Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica e Engenharia Civil, e cujas atividades são delineadas mais adiante. O cenário das pesquisas e as demandas do país indicam claramente uma necessidade de atuação mais coordenada e integradora na Engenharia da Nanotecnologia, na COPPE, sendo então criada em início de 2012 uma comissão institucional objetivando acelerar a integração dos diferentes Programas, ampliar suas iniciativas em Nanociência e Nanotecnologia e formalizar a preparação de recursos humanos especificamente voltados nesta área. 

A Comissão que examinou os vários aspectos da oportunidade e as condições de contorno para o novo Programa ora proposto analisou primeiramente as iniciativas semelhantes em outros países, de realidades econômico-sociais distintas e próximas do Brasil. Verificou em seguida no cenário nacional, tanto os cursos de pós-graduação onde existe uma pesquisa acadêmica identificada com nanotecnologia, quanto a praticada nos institutos de pesquisa governamentais. Finalmente, a natureza das demandas tecnológicas das empresas foi sondada através de contatos diretos com as mesmas ou por meio de estudos já publicados a este respeito. Deste amplo levantamento, a partir das condições internas da instituição e do apoio da Reitoria da UFRJfoi elaborada a proposta atual, junto com uma série de outras iniciativas, que incluíram a busca de várias parcerias institucionais, nacionais e internacionais, e a criação de um Laboratório Integrado de Engenharia de Superfícies e Materiais Nanoestruturados (LabEngNano) no âmbito do Programa SisNano do MCTI.